Thaiane Almeida e Neomisia Silvestre. Foto: Cris Guterres Afroguerrilha no AFROPUNK Festival: Chuva e frio não tiram o brilho da festa em Londres

Afroguerrilha no AFROPUNK Festival: Chuva e frio não tiram o brilho da festa em Londres

Eu vou contar para vocês que fiquei um pouco decepcionada com a temperatura na terra da família real. Londres me desencantou com a chuva e os termômetros abaixo dos 16 graus celsius. Ainda assim, quem foi ao AFROPUNK não deixou de se divertir com muita música e badalação no melhor estilo Afro de ser.

A segunda edição do AFROPUNK London agitou o final de semana na cidade. Confesso que nem tão glamoroso como foi o evento de Paris, mas tão bonito e empoderador como é o evento em qualquer cidade do mudo. Yvone Harrison é californiana e está na cidade de férias com a filha Amaia. Este foi o primeiro AFROPUNK das duas e elas não escondiam o encantamento e a felicidade de estarem participando da festa negra. “Aqui eu me sinto bonita e sinto que mesmo sendo uma mulher negra eu posso ser o que eu quiser”, me contou Yvone.

O mesmo sentimento de poder estava em Corina Sander:

"“Eu posso. Eu sinto que posso. Em qualquer lugar do mundo nós negros somos colocados como feios. A beleza e sempre vista como branca, magra e de cabelos lisos, mas no AFROPUNK o bonito é ser como eu. Pele escura, cabelos crespos e a África no coração”."

Mais uma vez o estilo fashion do festival estava presente nos looks desfilados pelo espaço da  Printworks London, uma antiga fábrica que hoje sede espaço para ações culturais em Londres. Nos palcos, a pontualidade britânica nas apresentações. Tudo no horário programado. As vozes brilharam, o público pode dançar e cantar ao som de bandas como Thundercats, The Internet ou The Heavy. Foram 34 apresentações pelos dois palcos do evento. Willow Smith e Lianne La Havvas fecharam em grande estilo os palcos no domingo.

Essa foi a cobertura do Afroguerrilha para este evento maravilhoso que acontece em algumas cidades do mundo e que provavelmente acontecerá no Brasil no ano que vem. Semana passada, eu conversei com o editor-chefe do AFROPUNK e ele me garantiu que está trabalhando para uma edição brasileira em 2018. Como um bom editor, ele manteve o segredo e não revelou qual cidade está sendo cotada para receber a celebração black no Brasil, mas eu ouvi de ótimas línguas que Salvador, a cidade mais negra do país, esta na frente na escolha para sediar o evento.

O próximo AFROPUNK Festival New York é o mais importante de todos pela grandeza do evento e por estar na sua casa Mãe, onde tudo começou, no Brooklyn. E o Afroguerrilha estará presente com uma cobertura total do festival pra você.

Nos vemos no Brooklyn dia 25 de agosto.

Bye, bye Afrobrasil!!!!

*Fotos: Cristiane Guterres no AFROPUNK London 2017.

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Cristiane Guterres é jornalista e correspondente do Afroguerrilha no AFROPUNK Festival 2017.

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