Terceira edição do AFROPUNK Festival Paris enaltece a beleza e a cultura negra

Terceira edição do AFROPUNK Festival Paris enaltece a beleza e a cultura negra

Quando a Macy Gray entrou no palco e cantou seus novos e antigos sucessos já passavam das 11 da noite e o público que havia chegado cedo para o primeiro dia de apresentações ainda guardava energia para a grande atração do evento. Brilhante num vestido de lantejoulas com as cores da Jamaica, vermelho, verde e amarelo, a esperada Macy Gray levantou o público em todo o show, mas emocionou quando cantou de Bob Marley a música Everything is gonna be alright.

Cantar uma canção que diz que tudo vai ficar bem num encontro de homens e mulheres negros que estão diariamente expostos a conflitos raciais desgastantes é quase como acalentar um coração negro em busca de proteção. O AFROPUNK Festival tem este significado de união e abraço negro e Macy Gray promoveu esta união através da sua voz.

Laura Mvula no AFROPUNK Paris 2017. Foto: Cristiane Guterres

AFROPUNK Fest é assim, os signos e significados relacionados com a cultura negra estão nas roupas, nos cabelos, nos músicos, no slogam do festival, nas frases ditas pelos artistas entre uma música e outra. Reverenciar a cultura negra e mostrar para o público negro que ele pode ser o que ele quiser desde que ele acredite em si mesmo foi a mensagem deixada no primeiro dia de festival em Paris.

Homens e mulheres desfilam seus turbantes e seus cabelos crespos como coroas. Tecidos, roupas e pinturas corporais inspirados na África adornando corpos negros de diferentes tons. Em cada rosto um sorriso de orgulho, nos olhos um sentimento de felicidade e no coração um prazer em poder dizer eu sou negro e tenho orgulho disso. Nas rodas de conversa diferentes idiomas. As pessoas vieram de Amsterdan, Alemanha, Irlanda, do interior de Paris e de outros países do mundo só para acompanhar um dos maiores eventos de arte e cultura negra que a cidade de Paris já promoveu.

Blitz The Ambassador no AFROPUNK Paris 2017. Foto: Cristiane Guterres

A terceira edição parisiense do AFROPUNK Festival está agitando a cidade desde de quinta, 13/07.  No primeiro e no segundo dia aconteceram encontros artísticos e workshops pela cidade e sábado foi o primeiro dia de apresentações musicais. Quem esteve no La Villette assistiu a shows de jazz, punk rock, blues, soul e r&b. Artistas europeus como o Belga Petite Noir, africanos como o congolês Baloji ou o músico Songhoy Blues do Mali e a estadunidense Macy Gray fechou o primeiro dia de apresentações.

Hoje aconteceu o último dia do festival em Paris, as apresentações entregaram grandes emoções. Dentre os artistas mais esperados da noite estiveram Robert Glasper, que já levou um Grammy de melhor álbum de r&b em 2012 e o rapper Mos Def, que dispensa apresentações.

Dia 1 do AFROPUNK Paris 2017. Foto: Cristiane Guterres

Dia 1 do AFROPUNK Paris 2017. Foto: Cristiane Guterres

Dia 1 do AFROPUNK Paris 2017. Foto: Cristiane Guterres

Dia 1 do AFROPUNK Paris 2017. Foto: Cristiane Guterres

Dia 1 do AFROPUNK Paris 2017. Foto: Cristiane Guterres

Dia 1 do AFROPUNK Paris 2017. Foto: Cristiane Guterres

Dia 1 do AFROPUNK Paris 2017. Foto: Cristiane Guterres

Dia 1 do AFROPUNK Paris 2017. Foto: Cristiane Guterres

Dia 1 do AFROPUNK Paris 2017. Foto: Cristiane Guterres

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Cristiane Guterres
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Cristiane Guterres é jornalista e correspondente do Afroguerrilha no AFROPUNK Festival 2017.

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